A palavra trapo descreve um pedaço de tecido geralmente velho, usado e frequentemente roto podendo inclusivamente ser sinónimo de farrapo — um pedaço de tecido roto ou rasgado; ou rodilha — esfregão ou pedaço de tecido usado para fazer limpeza. Dizer que um trapo é velho é absolutamente redundante e o que esta expressão sugere é que apenas os trapos muito usados e rotos devem ser descritos como sendo velhos.

Antes de descrever algo como velho ou acabado devemos pensar duas vezes pois o que é velho facilmente se torna vintage ou antigo e ganha valor. O adjectivo velho funciona como  sinónimo de antiquado, no sentido de ultrapassado ou obsoleto, e muito usado ou gasto e tendo em conta todas estas conotações negativas compreende-se que se tente evitar descrever algo como velho.

É também considerado uma falta de delicadeza descrever uma pessoa como velha. Para descrever pessoas de mais idade usamos a palavra idoso em vez de velho.

Em registos informais e coloquiais usa-se a expressão os meus velhos para descrever os nossos pais, mas neste contexto a palavra velhos não é ofensiva mas enternecedora ou carinhosa.

A expressão velhos são os trapos é usada sobretudo em contextos onde se pretende remover todas as associações negativas do adjetivo velho e elogiar o vigor e a longevidade de algo como nos seguintes exemplos:

— Nas ruas de Havana, há imensos carros velhos.
Velhos são os trapos! Esses carros agora são antiguidades e valem imenso dinheiro.

— Gosto imenso de lojas e feiras onde se vendem artigos em segunda-mão.
— Gostas de velharias????
Velhos são os trapos!!!! Eu gosto de artigos vintage.

— Estás cheio de cabelos brancos. Estás a ficar velho…
Olha! Velhos são os trapos!!!! Sinto-me como se tivesse 20 anos.
— É bem verdade que velhos são os trapos!!!! A minha professora de ioga tem 78 anos e tem mais flexibilidade do que as jovens de 20 anos que frequentam a aula dela.

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